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Mosteiro São Bento em Vinhedo |
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Vocações Os
jovens que se sentem chamados a buscar a Deus como monges em nosso mosteiro
devem entrar em contado com o Mestre
de Noviços através de carta, e-mail ou telefone. Inicia-se
o acompanhamento vocacional. Juntos, o Mestre e o jovem interessado no ideal
monástico beneditino procuram escutar o chamado de Deus e discernir a vontade
do Senhor. Após
o contato inicial, se ambos concordam em iniciar um processo de acompanhamento
vocacional, o vocacionado passa a ser considerado
candidato à vida monástica. Ele é convidado a passar algum tempo na
hospedaria do mosteiro para rezar, ler e buscar conhecer aquilo que Deus lhe
pede. Essas visitas se repetem algumas vezes e, à discrição do Mestre de
Noviços, continuam, ou são interrompidas. Após
várias visitas mais curtas, o candidato é convidado para um período de
experiência mais longo, de pelo menos um mês, já no mosteiro. Terminado esse
período de experiência, o candidato pode pedir, se desejar, o ingresso na
comunidade. Caso seja aceito, Dom Prior marca uma data para sua entrada. No
dia marcado, o jovem é recebido na comunidade para um tempo de experiência
maior, chamado “postulantado”. Esse período pode durar de
seis meses a um ano. O postulante não é membro da comunidade ainda, mas
participa de todas as atividades comunitárias e tem a oportunidade de
experimentar nosso modo de viver. Tem aulas de formação e é acompanhado em
seu discernimento vocacional. Trabalha com os irmãos, no que lhe for pedido,
e está sujeito à disciplina da comunidade. Terminado
o tempo do postulantado, o jovem pode pedir para
ser recebido como “noviço”.
Esse pedido é considerado pela comunidade monástica. Se aceito, faz um retiro
em preparação e entra no noviciado, recebendo o santo hábito monástico e um
novo nome, que é escolhido com Dom Prior dentre os santos da devoção da
pessoa. O noviciado tem duração de um ano. É tempo de silenciosa escuta de
Deus, de estudo, de oração e de trabalho. É tempo de se conhecer melhor e de
buscar, com ardor, a vontade de Deus para cada um. O
noviço é acompanhado pelo Mestre e por outros irmãos que o ajudam a ouvir a
voz de Deus a lhe falar. Depois
de um ano, o noviço pode pedir para ser admitido à Profissão Temporária. A
Profissão Temporária são os votos de Obediência,
Conversão dos Costumes e Estabilidade, segundo a Regra de São Bento.
Se aceito pelo capítulo (reunião de todos os monges professos solenes do
mosteiro), o noviço professa, publicamente, esses
votos e se vincula, por um ano, à comunidade monástica. A
Obediência, prestada ao Cristo, na pessoa do superior e dos irmãos, é meio de
alcançar o fim para o qual se veio ao mosteiro: buscar a Deus. Encontra-se
Deus pela obediência à imitação de Cristo Jesus, nosso Senhor, que se fez
obediente até à morte (Fl 2,8). A
Estabilidade é o voto de permanecer numa mesma comunidade, lugar que o monge
ama e no qual se encontra com Deus. O monge acredita que Deus o chamou para
viver num determinado mosteiro e para O servir em uma comunidade concreta. Esses
votos são renovados a cada ano, por três anos. Se o monge persevera em seu
desejo de Deus, pede para professar esses mesmos votos definitivamente: é a
Profissão Solene. Através dessa profissão, aquilo que o monge abraçou por
três anos, abraça agora por toda a vida. Se admitido, passa
a ser membro definitivo da comunidade. Na Missa Solene da Profissão Perpétua,
o monge canta, por três vezes, o “Suscipe” (i.e.,
recebei-me), pedindo para ser recebido, segundo a Palavra de Deus, e para não
ser confundido em sua esperança. Essa é a oração e o desejo do monge: ser
recebido e sustentado pelo Senhor no humilde e nobre serviço prestado a Deus
na vida monástica. Alguns
irmãos recebem, além da vocação monástica, a vocação sacerdotal. Se o
superior e a comunidade discernirem, junto com o irmão, ser ele chamado ao
sacerdócio, pode este se preparar, depois do
noviciado, para o sacerdócio, através dos estudos de Filosofia e Teologia. Os
sacerdotes no mosteiro não se distinguem dos outros monges, exceto pelo
serviço ministerial que exercem sob a direção do superior. |