VinhedoNo século XIX, a Ordem Beneditina do Brasil foi quase supressa devido às leis anticlericais que fecharam os noviciados da ordem. Com o advento da República e a separação da Igreja do Estado, monges alemães da Congregação de Beuron chegaram ao Brasil e repovoaram os mosteiros, aceitando noviços. Em 1905 o Mosteiro de São Bento de Santos tornou-se Priorado Independente e começou um reflorescimento da vida monástica. Porém, a história tomou novo rumo quando o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial. Devido à presença de alemães entre seus monges o mosteiro foi fechado e os monges forçados a deixar Santos em 24 horas. Um monge beneditino de São Paulo tomou conta do mosteiro por vários anos, não deixando interromper a presença beneditina em Santos, especialmente no Santuário de Nossa Senhora de Monte Serrate. Os monges, expulsos de Santos, passaram um ano na capital, e mais dois anos em Jundiaí, SP, comprando a fazenda Bela Vista, na cidade de Vinhedo-SP ai se estabelecendo no ano de 1948. Infelizmente a comunidade não floresceu em Vinhedo. Depois da guerra, os poucos monges (quatro) dividiram-se entre os cuidados com Santos e a administração da enorme fazenda em Vinhedo. Expressão da divisão do mosteiro era o nome assumido: Mosteiro de São Bento de Santos em Vinhedo.
No ano de 1963, Dom Martinho Roth, O.S.B., então prior do mosteiro de São Bento de Santos em Vinhedo e sua pequena comunidade, decidiram pedir ajuda à Arquiabadia de Saint Vicent, em Latrobe, Pensilvânia, nos Estados Unidos. A esperança e a fé da comunidade de Vinhedo foram recompensadas quando, em 1964,
o então Arquiabade de Saint Vincent, Dom Rembert Weakland, o.s.b., enviou os quatro primeiro monges (Dom Léo, Irmão Lamberto, para o Brasil. A Comunidade passou então a pertencer à Congregação Beneditina Cassinense Americana.

No inicio da década de 70, a comunidade construiu e inaugurou um novo mosteiro,
estabelecendo-se definitivamente em Vinhedo.
Aí os monges norte-americanos, juntamente com os alemães que sobreviveram
(Dom Martinho e Dom Mathias), reduziram a grande fazenda,
construíram uma Casa de Retiros Ecumênica (Casa Siloé)
e começaram um ardoroso trabalho nas comunidades da região,
fundando paróquias (São Sebastião e Nossa Senhora de Lourdes)
e diversas comunidades, além de desenvolverem um intenso programa de formação
para religiosos(as), jovens e casais na Casa Siloé.
A presença dos monges de Saint Vincent marcou muito a vida eclesial da cidade de Vinhedo
nas décadas de 60 a 90 do século passado.
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