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Igreja de Nossa Senhora do Desterro

 

A capela do Mosteiro de São Bento em Vinhedo é dedicada à Mãe de Deus,
sob o título de Nossa Senhora do Desterro (em latim “ab exilium”, que significa
a volta da Sagrada Família—Jesus, Maria e José—do exílio no Egito).
É uma construção moderna, obra do arquiteto Hans Bross,
dedicada no dia primeiro de maio de 1991.

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A arquitetura da capela visa representar,
através de suas formas e das aberturas no teto,
o elevar-se a Deus que constitui toda a vida dos monges
e dos que a eles se unem na oração.

 Adriana Scauri (2)

No centro de tudo o Cristo, que é o centro da vida monástica beneditina.
É representado pelo Crucificado, em ébano—obra de um artista africano desconhecido;
pelo altar, onde o pão e o vinho são consagrados na Eucaristia e recebidos em alimento;
pela mesa da palavra, de onde são lidas as escrituras
que falam do Senhor e onde Ele nos fala;
pela cadeira presidencial, onde os sacerdotes – alter Christus (i.e., outros Cristo) –
presidem e ensinam em nome do Senhor;
e também pela congregação, ou seja, a comunidade que torna o Cristo presente
quando reunida em nome dele.

 

Nas paredes laterais há as imagens de madeira de Nossa Senhora do Desterro,
de origem alemã, do início do século XX,
e a de Nosso Glorioso Patriarca São Bento, italiana, esculpida em 1998.

 Adriana Scauri (8)

Na lateral direita da igreja está a capela do Santíssimo Sacramento,
com sacrário do artista Cláudio Pastro.
Lugar onde o Cristo, presente na Eucaristia, é encontrado no silêncio e adoração.
Ali uma lâmpada de óleo vigia dia e noite, significando a fé da comunidade monástica,
sempre vigilante diante da face do Cristo.

 

À entrada do mosteiro e, conseqüentemente, da igreja,
foram construídas duas torres de sinos, concebidas pelo arquiteto Ubiratan J. A. Sailva.
Os sinos ali colocados têm os seguintes nomes:
Santíssima Trindade, N. Sra. do Desterro, São Bento e São Miguel e todos os Santos Anjos.

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Nas torres, além do sinal da santa cruz, pode-se ler:
Pax! (paz), Ora et Labora (oração e trabalho),
propter eum qui dilexit nos (por causa daquele que nos amou)